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'Trilogia dos Cornettos'

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Bom dia a todos! Trago-vos um post sobre a "Trilogia dos Cornettos", três filmes britânicos de comédia, realizados por Edgar Wright. Os dois protagonistas são sempre desempenhados por Simon Pegg e Nick Frost. O nome deriva do primeiro filme, Shaun of the Dead , em que a cura para a ressaca do protagonista é um cornetto. Cada filme representa um sabor diferente deste gelado. Em Shaun of the Dead , o sabor é de morango devido ao facto de este ser um filme de zombies, contendo alguns momentos sangrentos. Em, Hot Fuzz o cornetto é azul (Cornetto clássico de nata e chocolate), por causa do tema policial da longa metragem. E no último filme, The World's End , o sabor é de menta, transportando-nos ao tema dos extraterrestres e da Ficção Científica. Numa entrevista, o realizador comenta estar a prestar homenagem à "Three Colours Trilogy" de  Krzysztof Kieślowski .  Desde o primeiro filme, que as referências ao gelado são evidentes. Ao início, não ex...

'Dogtooth'

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Olá colegas!  Decidi escolher um dos meus filmes preferidos para postar no blogue e relacionar com o que aprendemos ao longo deste semestre. O filme em questão é o Dogtooth , que retrata a vida de uma família composta por um pai, uma mãe e três irmãos. Os pais, detêm um excessivo poder parental ao proibirem os filhos de saírem para fora dos limites da sua propriedade, não vá o seu “dente canino” cair. Esta família é caracterizada por seguir uma política de ignorância, pois os três irmãos não têm qualquer tipo de contacto com o mundo exterior e todos os bens que entram em casa são  descaracterizados para não darem a menor pista sobre o que se passa no mundo real: as etiquetas dos alimentos são retiradas, na TV apenas passam vídeos feitos pela família e até têm uma linguagem própria e alternativa, criada pelos progenitores. Enquanto via o filme, imaginei como seria viver num mundo, mesmo que criado artificialmente, em que não somos constantemente bombardeados com publicidade,...

The Century of the Self_'Happiness Machines'

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The Century of the Self (BBC,2002.) is a four-part documentary series made by Kevin Adam Curtis  (1955- ), an English documentary film-maker. Curtis says that his favorite theme is "power and  how it works in society“, so by using BBC Archive he tells stories about modern power, society, politics and culture through the medium of the film. Also, he presents his work on the BBC blog Medium and the Message .  And as Curtis says The Century of the Self is about how those in power have used Freud's theories to try and control the dangerous crowd in an age of mass democracy.   I would like to focus on the first episode of this four-part documentary - Happiness Machines  (the Youtube video is above) that documents how Sigmun Freud's theories were applied by his less-known nephew Edward Bernays, the  inventor of Public Relations, to manipulate the masses. When Sigmund Freud presented his theory about human nature he suggested that if the  primi...

America's Next Drag Superstar!

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Proponho fazer uma comparação entre dois textos, um documentário e um reality show, que retratam a comunidade de drag queens nos EUA. Relacionar estes dois objetos é um bom exemplo para ilustrar o modelo dialético de resistência e apropriação de Peterson e Anand ("The Production of Culture Perspective"), e explorar o papel das indústrias da cultura na construção de identidades. Paris Is Burning (1990), um filme de Jennie Livingston, documenta a vida da comunidade de drag queens em Nova Iorque nos anos 80. Neste filme documental são expostas as difíceis condições de vida da comunidade. À margem da sociedade, os homens que vemos no filme são triplamente segregados: em primeiro lugar devido a questões de raça, uma vez que a maior parte são latino e afro-americanos; em segundo lugar, porque a maioria são gays (alguns transgénero); e finalmente, por serem drag queens. Devido à segregação, muitos dependem da prostituição como principal fonte de rendimento. A toxicodep...

'Factory Girl'

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Boa noite colegas! "Edie Sedgwick and Andy Warhol", Steve Schapiro, 1965 Deixo aqui o trailer de  Factory Girl , de George Hickenlooper, que mostra um pouco do ambiente que se vivia na The Factory, de Andy Warhol. O filme foca-se na relação do artista com a socialite Edie Sedgwick, recém-chegada a Nova Iorque. O artista tornou Edie a sua musa, atribuindo-lhe o papel de protagonista em alguns dos seus filmes. Dá-se aqui maior destaque à vertente fílmica da obra de Andy Warhol, comentando-se, paralelamente, as consequências da fama e do estilo de vida de uma  celebrity  na Nova Iorque da década de 1960. Bom início de semana! Maria Rocha, 51960

Disney: um conto de misoginia

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Todos conhecemos a longa história de perpetuação de arquétipos sociais conservadores e misóginos, bem como culturalmente errados, presentes em todos ou quase todos os filmes da Disney, todos sabemos o que esperar de um clássico desta gigantesca multinacional do entretenimento. O remake de A bela e o monstro vem romper com este paradigma e mudar o que parecia tão imutável como o corpo da Branca de Neve ou o sono da Bela Adormecida; por isso mesmo muito antes de estrear, correu o mundo. Agora estreou e traz consigo uma lufada de ar fresco à Disney empoeirada, mas a questão que se coloca é: será um percalço no caminho ou um ponto de viragem na história da fábrica de princesas? Se for esse o caso, seria um óptimo presente para celebrar o 80° aniversário da Branca de Neve e os sete anões . A bela e o monstro (1991) Mas porque rompe este filme com tudo a que a Disney nos habituou, porque é que ganha um lugar numa estante revolucionária na história da indústria do entretenimento?...

Leia's lap dance

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Star Wars  é um dos meus filmes favoritos, mas, ainda assim, tem detalhes que me incomodam. A verdade é que, desde 1977, esta soap opera espacial estado-unidense tem vindo a revolucionar o cinema —  foi um dos primeiros  blockbusters da história e dos primeiros a vender merchandising,  tendo uma fan base forte.  Há, contudo, a meu ver, um pequeno problema —   a Princesa Leia . Apesar de uma das minhas personagens favoritas, sofreu uma enorme sexualização e objetificação no grande ecrã e no merchandising . Trata-se de uma personagem forte e cheia de personalidade, mas o que se põe em causa é como foi recebida, vendida   e transformada num objecto . Durante os filmes, foi inúmeras vezes salva por figuras masculinas,  acabando por ser reduzida a uma personagem menor, uma e outra vez, estando apenas no ecrã para polvilhar a visão masculina de uma figura feminina. Tudo isto - objetificação da mulher - vai acabar por cu...